As estações de tratamento de esgoto anaeróbias caracterizam-se basicamente pela ausência de fase aerada no processo de tratamento.
O princípio de tratamento é totalmente biológico e anaeróbio, ou seja, a degradação do esgoto ocorre através de bactérias anaeróbias (que não necessitam de oxigênio para sobreviverem). Essas estações são compostas basicamente por reatores anaeróbios (RAFA / UASB) seguidos de filtros biológicos anaeróbios, sem uso de nenhum equipamento elétrico acoplado ao sistema. Uma das grandes vantagens do sistema, pois essa característica possibilita redução de custos de funcionamento, operação e manutenção da ETE, bem como possibilita menor investimento na aquisição destas.
Estes equipamentos são produzidos especificamente para o tratamento de esgoto e por isso produzem um efluente que atende plenamente aos padrões estabelecidos pelos órgãos ambientais, pois têm uma eficiência de 80% a 85% na remoção de DBO (demanda bioquímica de oxigênio).
As estações de tratamento Delta Ambiental tem o aval da Engenheira Química, especialista em saneamento ambiental Ana Paula Silva, CREA RS 128.711.
Os equipamentos são totalmente estanques e herméticos, produzidos em fiberglass de alta resistência química e mecânica, atendendo todas as especificações das normas vigentes. As resinas poliéster utilizadas são especificas para atender o que determina o item 5.2 da NBR 7229/93 e 4.1.3 da NBR 13969/97 principalmente no que se refere à resistência ao ataque químico de substâncias contidas no esgoto afluente ou geradas no processo de digestão dos esgotos.
Nos Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente em Manto de Lodo - UASB, ocorre a primeira etapa biológica do tratamento.
Nesses reatores, a biomassa cresce dispersa no meio, e não aderida a um meio suporte especialmente incluído. A própria biomassa, ao crescer, pode formar pequenos grânulos, correspondente à aglutinação de diversas bactérias. Estes pequenos grânulos, por sua vez, tendem a servir de meio suporte para outras bactérias. A granulação auxilia no aumento da eficiência do sistema, mas não é fundamental para o funcionamento do reator.
A concentração de biomassa no reator é bastante elevada, justificando a denominação de manta de lodo. Devido a esta elevada concentração, o volume requerido para os reatores anaeróbios de manta de lodo é bastante reduzido, em comparação com os outros sistemas de tratamento.
O fluxo do líquido é ascendente. Como resultado da atividade anaeróbia, são formados gases (principalmente metano e gás carbônico), as bolhas dos quais apresentam também uma tendência ascendente. De forma a reter a biomassa no sistema, impedindo que ela saia com o efluente, a parte superior dos reatores de manta de lodo apresenta uma estrutura que possibilita as funções de separação e acúmulo de gás e de separação e retorno dos sólidos (biomassa).
Os sólidos sedimentam na parte superior desta estrutura piramidal, escorrendo pelas suas paredes, até retornarem ao corpo do reator. Pelo fato das bolhas de gás não penetrarem na zona de sedimentação, a separação sólido-líquido não é prejudicada.
Fonte: Adaptado de Lettinga & Hulshoff Pol (1991)
| Temperatura do esgoto (°C) | Tempo de detenção hidráulica (h) | |
| Média diária | Mínimo (durante 4 a 6 hs) | |
| 16 - 19 | > 10 - 14 | > 7 - 9 |
| 20 - 26 | > 6 - 9 | > 4 - 6 |
| > 26 | > 6 | > 4 |
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