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Sistema Cantareira ontem e hoje

A origem do nome Cantareira



Entenda a falta de água em São pauloPor ser o local pouco habitado até fins do século XIX, uma região de fazendas e chácaras, os tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII, passaram a chamá-la de CANTAREIRA por causa da grande quantidade de nascentes e córregos encontrados na região.

Naquele tempo era costume armazenar água em jarros chamados cântaros, e, chamava-se “Cantareira” o local onde os cântaros eram guardados.




UM POUCO DA HISTÓRIA DO SISTEMA CANTAREIRA VELHO

Em 1863, o governo da Província comissionou o engenheiro inglês James Brunless para estudar um plano de abastecimento de água e coleta e disposição de esgotos, que auxiliado pelos engenheiros Hooper e Daniel Makinson Fox, levantou a planta topográfica da cidade de São Paulo.

Já no ano seguinte, foi apresentado o relatório que indicava a adução das águas da Serra da Cantareira para abastecimento da cidade, mas, devido ao alto custo, esse projeto não foi executado.

Em 1875 o governo celebra contrato com os concessionários, coronel Antonio Proost Rodovalho, major Benedito Antonio da Silva e Daniel Makinson Fox, para implantar um sistema de abastecimento de água na Capital, colocando-se em prática o projeto elaborado em 1863.

Em 1877, organiza-se a empresa Companhia Cantareira e Esgotos com objetivo de explorar os serviços de água e esgotos da Capital. As obras são então iniciadas e os materiais encomendados na Inglaterra. Foram construídos dois grandes reservatórios de acumulação para represamento dos mananciais na Serra, e em 12 de maio de 1881 foram concluídas as obras para abastecer de água o dobro da população na época, que era de 30.000 habitantes.

Em 1882 alguns chafarizes já recebiam águas do novo manancial e, em 1883 os moradores de 71 prédios do bairro da Luz começaram a receber água em casa, quando também ficou pronto o reservatório velho da Consolação com 6.500 metros cúbicos de capacidade, abastecendo a área central da cidade.

Em 1893, para forçar a instalação de rede de água nos domicílios, a Companhia Cantareira mandou demolir os chafarizes que tinha entregado ao público 11 anos antes, o que causou grande revolta na população.

E, como os serviços prestados pela Companhia Cantareira já estava em queda, o Estado assume tais encargos, dessa forma foi criada a Repartição de Águas e Esgotos da Capital – RAE, sendo que em 2 anos executou mais obras do que a antiga Companhia, que levava 10 anos para instalar equipamentos.

O Estado ampliou as aduções de água e, visando à captação e proteção das nascentes, adquiriu áreas na região a partir de 1890.
Esta área compõe a superfície atual do Parque Estadual da Serra da Cantareira, com 7.916,2 hectares, sendo decretada “Reserva Florestal do Estado” e, em 1963 tornou-se Parque.

Em 1893 construiu-se a adutora do Guaraú até o reservatório da Consolação e fez-se na Serra a captação dos córregos Bispo, Itaguassu e Menino.
Entre os anos de 1895 e 1898 foram completadas as aduções de todos os recursos hidráulicos da Serra da Cantareira. Em 1903, o volume médio de água fornecido à cidade era de 40.119 m3/dia. E, em 1907 foram concluídas tambem as obras da adutora do ribeirão Cabuçu.

No final da década de 1920 foi criada a Comissão de saneamento para procurar soluções para o abastecimento da cidade com obras de adução do Rio Claro e um plano de emergência para desviar águas da adutora do Guaraú para o reservatório do Belenzinho, sendo que em fins de 1929 a cidade recebia 231.400 m3/dia.

Já em 1940 a cidade recebia 310.800 m3/dia, mas, o abastecimento continuava deficiente, o que demandava um planejamento contínuo para novas aduções. Em 1958, a cidade contava com 2.917 quilômetros de rede de água com 308.536 ligações com uma contribuição de 708.800 m3/dia.

O Sistema Cantareira Velho continuou funcionando até a década de 1970, quando se iniciou o aproveitamento das águas do Rio Juquerí, hoje denominado Sistema Cantareira.

ESTUDOS E PROJETOS DO SISTEMA CANTAREIRA



Em 1962 foi criada a Comissão Especial para o Planejamento das Obras de Abastecimento e Distribuição de Água da Capital (Cepa), iniciando estudos concretos para aproveitamento das águas do Rio Juquerí, participaram dessa comissão os engenheiros Victor Oscar de Seixas Queiróz, Paulo de Paiva Castro, José Chiara, Eduardo Gomes dos Reis, Eduardo Borba Ney Corsino e Vicente de Sá Barbosa, além de técnicos de outras entidades.

O projeto previa o aproveitamento das águas do Rio Juquerí, que em etapas futuras receberia a contribuição dos rios Atibainha, Cachoeira e Jaguari (na área das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, as Bacias PCJ), com adução prevista de 17 metros cúbicos por segundo, sendo que em 1964 foram iniciados os estudos pela Comissão Especial de Obras Novas (Ceon).

Em 1967 constatou-se a possibilidade de adução para 22 metros cúbicos por segundo por meio de inúmeras reformulações no projeto original.

Em 1968 foi criada a Comasp (Companhia Metropolitana de Águas de São Paulo), para captar, tratar e vender água potável no atacado a 37 municípios da RMSP, inclusive o próprio DAEE na capital, para isso, deveria projetar, construir e operar todas as barragens, túneis e sistemas adutores metropolitanos destinados a fornecer água potável até as redes distribuidoras das cidades, assumindo total responsabilidade pelo desenvolvimento Sistema Cantareira.

No final de março, o Cantareira estava com apenas 13.4% da sua capacidade – o menor nível já registrado na história para a época de chuvas. Em 2003, o sistema chegou a operar com menos água, com pouco mais de 3% da capacidade, mas era novembro, antes das tempestades de janeiro.  Quando os temporais chegaram, o sistema se recuperou. O que deixa a situação absolutamente preocupante, hoje, é que as represas estão secas justamente na época em que deveriam estar cheias. E isso que acende o alerta amarelo. Dia após dia, o sistema Cantareira bate recordes negativos de armazenamento. Fotos dos reservatórios secos são de cortar o coração. O chão todo quebrado, árvores retorcidas e mato, muito mato, tomaram o lugar dos enormes depósitos de água que compunham a paisagem das represas. Mas, afinal, como chegamos a esse ponto? A gente foi pesquisar e acabou descobrindo que algumas respostas já estavam diante dos nossos olhos há algum tempo.

As rápidas mudanças pelas quais os municípios do sistema Cantareira passaram, entre 1991 e 2013, ajudam a explicar a crise do abastecimento de água na maior cidade do Brasil.

Algumas das principais cidades que formam o sitema cantareira são:

Caieiras - Franco da Rocha - Mairiporã - Nazaré Paulista - Piracaia - Joanópolis - Bragança Paulista - Vargem


Entre 1991 e 2013, a população somada destes oito municípios saltou de 320 mil para 550 mil pessoas. É um impressionante crescimento de 71,68%. Para se ter uma ideia do tamanho disso, a população do Estado de São Paulo cresceu 38.22% no mesmo período. A cidade de São Paulo cresceu 22,55%. O Brasil, inteiro, cresceu “apenas” 36.92%. Algumas cidades tiveram explosões populacionais. A população de Caieiras cresceu 138,6%. A de Mariporã, 122,5%.


E o que atraiu tanta gente? Duas coisas. Uma delas foi o preço baixo da terra e dos imóveis. Ao longo dessas décadas, várias pessoas se mudaram para as cidades da Grande São Paulo procurando lugares mais baratos para morar.

Na nossa opinião, isso é apenas um dos motivos entre outros muitos que podem ser estudados sobre o motivo dea situação atual da água no sistema cantareira.

vale a pena pesquisar e se informar  e acima de tudo , economizar água  mudando velhos hábitos e costumes que causam desperdício.


fontes:
http://gizmodo.uol.com.br/
http://aguasdobrasil.org




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